Ah, esse meu egocentrismo...


Essa história de auto-suficiência já ‘tá’ me irritando. Quê que esse povinho pensa hein? Que estar sozinho é melhor, que não precisa de gente na volta, que o mundo seria melhor sem chatices? Medíocres! Não sabem o que falam. Bando de gente mimada que tem tudo o que quer na hora que quer. Que acha que gente por perto é só pra
atrapalhar. ARGH! Isso me irrita muito. Na real esse bando de idiotas quer público e audiência. Acham que rejeitando vão se dar bem, pois que se ferrem. Eu assistirei a autodestruição deles.

E vocês, que lêem esse Blog, acham que eu e o Adriano somos auto-suficientes? Pois não somos, na real, precisamos de vocês para melhorar o nosso dia. Pensem comigo, se fôssemos auto-suficientes por que divulgaríamos o nosso Blog? É isso que diferencia os medíocres de nós. Nós precisamos de vocês e admitimos isso, os medíocres se dizem auto-suficientes, dizem que não precisam de ninguém e tal, mas divulgam-se, é uma contradição atrás da outra. Chega a ser engraçado.

Ando me sentindo tão só que vocês não fazem idéia, a única coisa que tenho é uma semana de férias, chuva sem parar, uma vontade louca de conversar, e nada de companhia, ninguém para escutar minhas asneiras, os meus devaneios. Meu computador é minha companhia, mas ele não responde, no máximo alguns acordes e umas vozes perdidas entre melodias desconhecidas. No tal de MSN mais de 350 contatos, nenhum que me acalme, pelo contrário, os vejo e fico mais inquieta; não consigo prolongar mais de cinco minutos de conversa com alguém. Todos muito superficiais, preciso de diálogo firme, de alguém a altura, que me faça objeções e me contrarie. Não agüento mais robôs que concordam com cada palavra que falo. Se fores um dos meus contatos não se sinta ofendido, não é a intenção, é só um desabafo.

A verdade é que eu sou uma criatura que precisa de atenção, mas quem não precisa? Todos a queremos. Porém, a atenção que eu preciso é aquela ‘atenção ativa’, não a que simplesmente me escuta, mas sim aquela que me escuta e mesmo que não me entenda, me pergunte, me faça ter interesse por sua companhia, me diga que estou errada, que sou ridícula, qualquer coisa, é isso que eu preciso.
Pobres os que têm a atenção e não sabem aproveitá-la.

Permite-me?


Parei para pensar, o que significa tudo isso? Um Blog que não significa nada real para alguém, nada concreto, é só um Blog. Por que dou tanta importância para ele? Na há motivos. Clichê, talvez. Todo mundo tem, por que não posso ter, por que não dar importância a ele? Na verdade, são poucas as coisas a que se deve dar importância, normalmente são as que não damos.
Fiz um Feedback, reli algumas postagens, e percebi que falamos muito do quanto as coisas nos são boas ou ruins, importantes ou não. Cheguei a uma conclusão: Tudo depende da importância que damos as coisas que nos são propostas. Simples assim? Talvez.
Pra mim não é simples, na verdade, pra ninguém é. Para alguma coisa nos importar ela precisa dizer respeito a nós, logo, o que é do próximo não deve nos importar. Por que nos importamos com os interesses alheios? Por que perguntamos se uma pessoa tem expectativas para o futuro? Não vai mudar a nossa vida. Não vai nos fazer diferença... a menos que essa pessoa signifique algo para nós. É onde quero chegar, fatos e situações não nos importam se forem com pessoas insignificantes. Não é o lugar, não é o tempo, não é a situação que vão fazer aquilo importar. E por que não damos o devido valor às pessoas? Todas têm valores significantes, só que não percebemos ou não queremos perceber.
Dê mais valor a quem está ao seu lado, a quem te dá valor, a quem se importa com você. Não, isso não é nenhuma lição altruísta ou politicamente correta. Importe-se com quem vale a pena, seu tempo pode acabar e você não significar mais nada para alguém.

A maçã, a pêra e a uva.


Esses dias, estava eu dando uma boiada pela net e me deparei com um vídeo deveras interessante. Era o vídeo do violinista Joshua Bell, um dos maiores do mundo, tocando um Stradivarius, violino estimado em trinta e cinco milhões de dólares, numa estação de metrô em Washington em plena hora do "rush". O que têm de mais no vídeo? Primeiro, algumas considerações.
Jushua Bell é um dos violinistas mais conceituados da atualidade, sendo que na noite anterior havia se apresentado para um público que não pagara menos que oitocentos dólares para vê-lo. Na estação de metrô, na manhã seguinte ao grande concerto, Jushua se pôs na entrada do metrô, como se fosse qualquer pessoa, e começou a tocar o raríssimo Stradivarius. Foram quarenta e cinco minutos de música e apenas seis dólares ganhos. Dá para contar na mão o número de pessoas que pararam para olhá-lo ou até mesmo os que somente o observaram. Quarenta e cinco minutos de um lindo, esplêndido eu diria, solo de violino com um dos instrumentos mais caros que existem no mundo e tudo que ele conseguiu foram seis dólares e meia dúzia de olhares. Na noite anterior estimasse que ele tivesse ganho em torno de cem mil dólares.
E agora refaço a pergunta: O que têm de mais no vídeo? Tudo. As pessoas não dão valor àquilo que têm quando não estão "procurando". E isso afeta muito a vida de todos. Quantas vezes já aconteceu conosco de o que queremos estar ao nosso lado e mesmo assim fazermos de tudo para achá-lo, esquecendo de simplesmente olhar para o lado? Acontece o tempo todo. O mundo funciona assim. Não damos valor ao que temos até termos que "pagar", independente de que forma, por aquilo. Valorização só vem com sofrimento. Quem sabe se abríssemos um pouco mais os nossos olhos, enxergássemos além da nossa janela ou quem sabe parássemos de olhar somente para o nosso umbigo, enxergássemos aquilo que sempre esteve a nossa frente. Eu não sou a pessoa certa para dar certos conselhos, mas a lei é clara, "faz o que eu digo, não o que eu faço". Na condição de egoísta, acho que nada vai mudar, ninguém consegue se importar mais com os outros do que consigo mesmo por muito tempo.
Redefinição não existe no século XXI. Redenção então, nem pensar. Quem dera fossemos de pano, só assim daríamos mais valor para a agulha.


UPDATE (muito, muito tempo depois): para ver o que eu penso em outras palavras, favor ler o livro 'Doidas e Santas' da tia Martha, lá pela página 128, 138 ou 148 (sei que tem oito no final).

Triste realidade.


Eaí véi, meu nomi é Woxington, tenhu 18 anos e tô aqui pá fala da minha vida. É simplis né cara, sô da familha bolerage e jogu um futiba todu dia, sô parça du Ronaldinho u gaúchu né, purque o otru perdeu a moral, foi si metê cum travecão essas treta nem saum cum migo. Vô sê profiça ceis vaum vê, eu é quinsinei os fera a jogá, Kaká Zidane Henri tudo jogava cum migo ali nu campinho da rua dibaxo.
Sô assim, ar cocóta tudo corre de atrás de mim, mais eu nem dô moral essas sã só pá dá uns créu dar veiz enquando. Vô incontra uma cocóta firmeza pá casa né ô. Daquelas top de linha, que nego vai querê e ela vai isnobá. Pur inquanto eu nem me apegu, essar cocota são tudo umas xuranha quí quére qui o cara fiqui bancanu tudo pá elas, não dá pra dá moral.Sô playsson na real.
I num vem mi dizê qui playsson é bagaçagê, playsson é estilo, estilo é boleragê.
Tamém num tenhu mai nada pá fala qué sabe mais di mim mim add nu orkut mar decha screp né ô.

Ah, o verão.

Há de haver homens bons num mundo seco pelos segredos. Dize-se nada sobre o que se quer em sonhos putridos e fálicos. Ter-se-ía mais felicidade se todos fizessemos o planejado para os animais irracionais.
Não há, por termos, salvação as almas nossas nos corregos limpos em que corremos. Nossas vidas, dominadas e levadas pelas mãos daqueles que não se importam com o que sentimos, se é que ainda sentimos algo. Seria nossa escapatória a fuga de antemão dos preceitos alheios passados através de gerações?
Não corra, não se esconda, não regorgite idéias aquém do seu tempo tentando libertar aquilo que sequer está preso, mas que nossa mente teima em dizer-nos que devemos fazer algo. Nada se deve dizer do resto, aquilo que é certo, aquilo que é bom, aquilo que queremos e, por nós mesmos, aquilo que não temos.
Nada se deve fazer quanto a opressões sólidas e anarquistas de partidos da direita, da esquerda, do centro, do paralelepípedo, dos bueiros; esses já estão enterrados bem acima de nós.
Pense em sí mesmo, faça pelos outros, diga pelos desconhecidos, ame pelos seus inimigos. O mundo, esse não mudará, ele não muda, não quer mudar, você, que não pode correr, se esconder, vive como pode, nas sombras dos próprios erros causados pelos acertos dos outros e acerca de vitórias esquecidas pelas canções não mais recitadas. Tudo isso não passa de histórias contadas em aquários cheios de tubarões e piranhas, sendo que essas últimas cobram caro.

Amén.


Ultimamente tenho estado em um estado de bloqueio “blogal”, não consigo concluir nenhum texto que começo, mas vai passar. Enfim, não estou aqui para falar isso.

Estava eu sem nada para fazer hoje, normalmente, e me peguei pensando em uma ótima frase “Simbianos Góticos em Corpos estupefatos”. Não sabia o que eu mesmo estava querendo dizer com aquilo, então resolvi aprofundar minha analise dessa frase que parece ter saído de algum RPG ou de um livro do Tolkien.

Simbianos, diz a história e a estória, são seres, em geral, que se apossam de coisas ou corpos alheios, tomando controle total ou parcial dos mesmo. Góticos eu acho que dispensa explicações, mas vou colocar a análise que eu fiz deles em descrição para a Marcela. Góticos são pessoas que acham que a religião serve como desculpa para tudo, porém o fazem sem perceber. Além disso, eles se vestem com temas oitentistas, sem falar que esquecem completamente a maldita religião. Corpos estupefatos, de acordo com o Aurélio, são corpos entorpecidos, o que não ajuda muito. Porém no dito popular e nas histórias e estórias que ouvimos, podemos definir corpos estupefatos como “pessoas que não tem controle sobre si próprio, ou que, por motivo de cultura, são dominadas, e até mesmo escravizadas, por pessoas mais fortes e ou inteligentes”. Se bem que no caso de corpos entorpecidos, daria na mesma falar que “cú de bêbado não tem dono”.

Certo, tendo posse dos conceitos de cada um dos termos da bendita frase, vamos para a sua análise. Para começar, “Simbianos Góticos”: aqui observamos que os seres, na real pessoas, são góticos, provavelmente pelo fato de acharem que a sua religião é a melhor e que pode explicar, e algumas até curar, todo o “mal” do mundo. Não quero entrar em detalhes, mas acho que a parte do conceito referente as desculpas também se aplica. Note que é usada a conjunção “em” e não “de”, como era de se esperar. Isso demonstra que os simbios não são nativos, ou seja, não estavam ali no começo, se apoderaram, se apossaram.

Agora pense comigo: quantas religiões você conhece em quê a frase acima não poderia ser usada para definir sua “nobreza”?

Quantas ou quais eu não sei, mas sei de uma coisa, são muito poucas. As religiões de hoje não passam disso, de simbios góticos. Domino, expurgação, controle, não deveriam ser esses os princípios das igrejas hoje. Fanatismo de outrora era bem mais bem vindo do que essas relações.

Agora fica por você a escolha: ser um corpo estupefato, ser um simbio ou tentar ser apenas mais um humano levando a própria vida por conta própria.