Momento Poeteiro.


Sentimentos.

Aqueles que não se apagam, aqueles que não se busca, aqueles que não aparecem.
Aqueles que sinto, aqueles que vejo, aqueles que tenho.
Aqueles que desprezo, aqueles que repudio, aqueles que odeio.
Aqueles que vem, aqueles que vão, aqueles que ficam.
Aqueles que se quer, aqueles que não se imagina, aqueles que se deseja.
Aqueles que arrepiam, aqueles que amassam, aqueles que deixam marcas.
Aqueles de que se têm medo, aqueles que evitamos, aqueles que não correspondemos.
Aqueles que nos deixam loucos, aqueles que nos modificam, aqueles que nos transformam.
Aqueles que criam, aqueles que destroem, aqueles que julgam.
Aqueles que dominam, aqueles que nos tornam submissos, aqueles que fazem com que esqueçamos de tudo.
Aqueles que nos subjugam, aqueles que nos pré-conceitua, aqueles que nos torna fracos.
Aqueles que eram, aqueles que são, aqueles que serão.
Sentimentos, ou seja, você.

Simples como comprar pães na esquina.


Ah, o destino. Você acredita em destino? Predestinação? Sei que as respostas são varias. O destino deve ser algo incrível. Deve ser? Isso mesmo, deve ser. Eu não acredito nele, ele nunca fez nada para que eu acreditasse nele. Acredito sim em coincidência. Um dia me disseram que era controverso demais acreditar nas coincidências e não acreditar no destino, porque, afinal, as coincidências não passam de ações mascaradas do destino. Talvez seja verdade, talvez não. Não me importa, não vou acreditar de qualquer maneira.

Mas falávamos de destino. O destino é algo falho, agonizante, mortal e que, com relação aos que acreditam, todos amam. Imagine se a sua vida já estivesse escrita. Pense de forma literal, escrita em um caderno. Garanto que você teria a vontade de dizer para o autor “Bah cara, tu é sacana comigo né?”. Olhando por esse lado, até pode ser que esteja escrita, pois as historias da humanidade se resumem a poucos tipos, se comparado ao número de pessoas.

Mas então, se estivesse tudo escrito, de que adiantaria termos sentimentos como esperança, “garra”, força de vontade, amor, se tudo que a gente fizesse já tivesse um final programado? Esse deve ser um dos principais fatores que fazem com que eu não acredite no destino. Uma vida sem lutas, sem guerras, sem paixões perdidas e corações despedaçados, sem aventuras e emoções inesperadas, uma vida assim não teria a menor graça. Mas claro, deve haver as pessoas destinadas a passar por isso tudo, mas como saberemos? Afinal não há modo de se destinguir o destino da vontade.

Viva sua vida da sua maneira. Não espero pelo outros, e muito menos por alguém para lhe guiar. Precisa de um bom conselho? Procure um espelho, ele com certeza será seu melhor guia, afinal se há alguém em quem você pode confiar a sua vida, esse alguém é você mesmo. E não se esqueça, você não estava destinado a ler este Blog.

Se ela evoluir, será que isso me inclui?


Os tempos mudaram, o mundo mudou, as formas de vê-lo também. Os homens mudaram, e as mulheres também. O ponto onde quero chegar: A evolução. Não aquela chatice teórica que se estuda em biologia, mas a evolução das pessoas, dos pensamentos.
Se pegarmos tudo que engloba relacionamentos, desde cem anos atrás, há cem anos atrás o casamento era arranjado, os pais decidiam com quem as filhas iam casar. Passando um pouco essa fase, as janelas. Sim, elas eram palco pra um namoro, as meninas ficavam lá, escoradas nas janelas vendo os rapazes passar, grandes romances, a menina na janela e o rapaz na rua, que namoro! Logo em seguida, os sofás. Namoro só no sofá, com o pai no meio do casal. Mais tarde a liberação, a moça podia levar o namorado até o portão. Alguns anos se passaram, a mulher começou a ter mais espaço na sociedade, e o namoro começou a ser menos controlado, os casais já podiam sair juntos, andar de mãos dadas, mas sem extrapolar, até a época mais ácida de todas, os anos 50, 60, 70 e 80, não havia pudor, não havia vergonha. A moda era andar pelado, se entupir de ácido, e transar a vontade, namorar era a última opção. A transa era só mais uma diversão. Nos anos 90, o pudor veio à tona, as meninas, de uma hora pra outra, ficaram mais recatadas e conservadoras, mas não existia mais a história de sexo só depois do casamento, os namoros eram liberais e duravam mais. Agora, no século vinte e um, que desesperador. Namoro é uma coisa difícil de achar! Acha-se, mas poucos. A moda é ficar, contar quantas (os) pegou e/ou quantas comeu.

Grandes mudanças, muitas diferenças, muitas liberdades. Outro ponto visível é o ‘treinamento’ que as meninas ganhavam antigamente, era algo tipo: Vou me casar, ter filhos e cuidar da casa. Mamãe me ensinou a cozinhar, fazer tricô e limpar a casa, ela disse que tenho que ser uma esposa exemplar, esperar meu maridinho sempre com um sorriso no rosto, ser submissa a ele e nunca reclamar de nada.

Um pouco depois se aprendeu: Posso até ter namorado, mas primeiro tenho que pensar no meu futuro. Vou terminar minha faculdade, ter um bom emprego, ter minha casa, meu carro e meus bens materiais, e depois de tudo vou me casar.

Hoje se aprende: Se transar, use camisinha.

Bana... banaliza, banalizou.



Banalizei o tempo, o ‘ficar’, a paixão moderna, a cama e até o sexo, de certa forma, banalizei o sentimentalismo e até a minha mãe.

Coisas chatas não deveriam existir! Regrinhas básicas de coisas chatas, detalhes que ninguém, eu disse ninguém, se lembra, e coisas magníficas, que não tem sentido algum. Eu banalizo coisas assim.

Banalizo as pessoas, banalizo as coisas, os atos e o que dizem. Desespero-me quando alguém pergunta algo do tipo: “Por que tens um cone no quarto?!” ou “Mas por que queres um cone?”. Sinceramente, eu preciso de motivos pra ter um cone? Pessoas chatas, eu banalizo. Por outro lado, se elas não existissem, qual seria a graça da vida? Não sei, nunca vivi sem coisas chatas. Desde pequena, sempre tinha uma chatice, sempre. Eu era uma pirralha e já banalizava atitudes que eu via e coisas ridículas que as pessoas faziam.

Normalmente, as pessoas aceitam coisas chatas, convivem com a chatice e participam de situações banais, nem cito exemplos pra não comprometer. Não as julgo, mas sinto pena. Aceitam pra não fazer desfeita ou para não passarem por chatas. Algumas se divertem com a situação, outros não vêem a hora de fugir, porém participam. Não sei tu, mas eu banalizo as coisas com facilidade. De certa forma, banalizei o que faço, o que digo e o que penso.
Não leve nada em consideração, eu banalizei esse texto.

Uma breve História sobre alguém ou algo.


Era uma vez um bebê. Então esse bebê cresceu, se tornou um menino. Um menino chato por sinal. Ele só queria saber dele mesmo, e olha que ele só tinha três anos de idade. Mas a vida seria muito cruel para esse menino. Ainda no começo de sua vida o seu pai ganhou na Mega-Sena. Ficaram ricos e famosos, e seus pais foram assassinados um mês depois. Porém o advogado da família conseguiu salvar uma parte do dinheiro. Na verdade ele salvou tudo, mas cobrou cinqüenta por cento de honorários sobre o valor do bem em questão. Enfim, esse menino se tornou rico ainda com menos de cinco anos de idade e sem ninguém para criá-lo, a não ser seu irmão, que tinha dezessete anos na época, e como todos os garotos dessa idade, só queria saber de aproveitar a vida. Resultado: teve que se criar sozinho.

Seu irmão não fazia questão de lhe cobrar nada, mas havia uma governanta na casa, que fazia o seu melhor para deixar tudo em ordem e fazer com que o nosso protagonista tivesse um futuro descente, afinal aquele dinheiro não duraria para sempre. Então o menino cresceu mais um pouco, agora com seus doze anos, já começava a diferenciar as coisas. Certo e errado, bom e mau, menino e menina. Fazia como deveria ser feito, porém fazia sozinho.

Seu irmão se envolveu com drogas cedo, na verdade ele já estava envolvido antes mesmo de seus pais morrerem, porém agora ele não era apenas um utilizador, era também um vendedor, um projeto mal feito de traficante. Não durou um ano no cargo. Numa emboscada de um vendedor rival, acabou por levar oito tiros no peito e dois na cabeça. Nosso menino viraria homem sozinho.

Seus dezoito anos pareciam promissores. Apesar de ter perdido toda a família, ele conseguiu guardar um pouco do dinheiro ganho no passado, o que seu irmão não teve tempo de gastar. Ele estudava, fazia faculdade de direito, e tirava ótimas notas, alias, era um ótimo aluno em todos os aspectos. Todos ali sabiam de sua historia, então não estranhavam o fato dele ser tão quieto e perdido em pensamentos. Mas a verdade é que o nosso protagonista tinha planos.

Formou-se, fez graduações, mestrado, doutorado e agora, com trinta e um anos, se preparava para o doutorado. Mas seu jeito de menino de dezoito anos, quieto e pensativo, não havia mudado nada. Com o resto do dinheiro que ainda lhe sobrava, ele havia aberto um escritório de advocacia, e fez desse escritório uma referencia nacional em causas de promotoria.

Mas nosso protagonista não chegaria aos quarenta anos. Dois anos depois, com seu doutorado em fase final, ele decide que é hora daquele menino o dominar novamente. Seis meses depois, com seu titulo de doutorado em mãos, ele viaja. Mas ele não vai para qualquer lugar, alias, ninguém sabe para onde ele vai. Ninguém sabe, mas todos querem saber aonde aquele advogado de sucesso, com trinta e três anos, que nunca tirou férias em quase duas décadas de serviço, vai. Mas isso continuaria um mistério, ninguém mais o veria.

Nosso protagonista, agora com toda a certeza que lhe convém, decide o que fazer. Ele não quer mais viver. Não quer ser esquecido, assim como seus pais foram, como seu irmão foi, ou como a governanta que lhe criou foi. Mas ele sabia que ninguém lembraria dele. Então ele foi para o lugar mais remoto do mundo. Um lugar sem nome, de matas virgens, do gelo mais branco que existe, dos verdes contrastantes que esperavam para serem descobertos. E lá ele ficaria. Para o resto da sua vida ele ficaria sozinho. Ali ele permaneceria, até mais ou menos cem anos.

Mas ele não morreu. Morreu na verdade quando viajou, mas reviveu quando se encontrou consigo mesmo. Essa historia toda, que bem poderia ser uma estória, não é para que se reflita, que se pense, nem nada assim. É apenas para dizer que, se você um dia teve tudo, mas de repente perdeu tudo, lute, pois você pode conquistar tudo de novo.

O nome do nosso personagem? Ele bem que poderia se chamar Esperança. Mas seu nome é Perseverança, pois ele não esperou a ajuda alheia para se reerguer, ele fez por si só.

Terra Dourada.


Onde será que iremos parar? Não, eu não falo de assuntos infames ou baboseiras de sempre, falo sobre outros assuntos hoje, em como os outros tratam o que é e não é deles por direito. Falo do mundo.

Sabe, eu nunca fui politicamente correto, nem nunca pensei em fazer parte do WWF ou qualquer coisa assim. Alias, pode-se dizer que eu sou extremamente politicamente incorreto. Mas quem se importa? Ninguém vai me julgar por isso. Não há mais pessoas que se preocupam com isso ou com coisas do gênero. Sou a favor da mudança global de postura em relação ao mundo, mas sei que não conseguiria mudar a mim mesmo.

Imagine um mundo onde ninguém joga lixo nas ruas, ou que as pessoas não fumem. Poluição em rios? Nem pensar! É muito feio. Mas apenas imagine, não irá se tornar realidade. Ninguém se preocupa com essas coisas. Afinal, eu não sou pobre e posso comprar água mineral se precisar. Quase todos pensam de forma parecida, se não igual, a essa. E é ai que está nosso problema.

Você, alguma vez ouviu falar em uma grande manifestação em prol da Amazônia aqui no Brasil? Claro que não, e isso é questão de cultura do nosso povo. Não há como comparar brasileiros com europeus ou norte americanos. Alias, há um modo sim, um modo cômico/trágico de fazê-lo. Seria algo do tipo: os brasileiros jogam lixo nas ruas porque não há quem cuide dessas coisas; os americanos não jogam lixo nas ruas porque se não eles terão que pagar uma multa, ou seja, por puro medo; já os europeus, não fazem isso pela beleza do local onde se encontram. De trágico a cômico, me parece uma realidade fétida.

Mas eu falo tanto dos outros e me esqueço que sou o pior exemplo para essas coisas. Eu, o cara que não tinha egoísmo e mesmo assim só se preocupava consigo mesmo. O que tenho a dizer? Bom, não adianta plantar uma árvore, não fará diferença. Sou cético e estou feliz assim. Sei que uma árvore, ou cem delas, não faria a menor diferença. Sei que se, uma fábrica por rio fosse fechada, as nossas correntezas seriam mais cristalinas. Mas eu não tenho poder de fechar uma fabrica. Então não me importo. Por que perder tempo com algo que não fará diferença? Quem sabe você consiga convencer, com sua perseverança, alguém que tenha o maldito poder de fechar as tais fábricas. Mas sabemos que as chance são extremamente pequenas.

Então, aproveitem suas vidas e continuem poluindo. Afinal a gente está podre por dentro mesmo. Ou você realmente acha que os peixes saem da água para transar?