Sabe o porquê do "A" no Halls?


Nada com nada. É sobre isso que vou escrever hoje. Bom, vocês conhecem algum Mickey Donald? Claro que não, mas garanto que há gente que conhece. Claro que isso não é exclusividade de alguns poucos, na verdade é uma coisa bem comum, o direito do conhecimento.

Bebeste vinho hoje? Então beba, depois continue lendo. Isso não é um desafio, mas acho que vai ficar melhor para entender.

Enfim, o que eu tenho tanto para dizer é que isso é besteira. Tudo. Tudo mesmo. Tudo que foi pensado, tudo que foi escrito, tudo que foi mostrado, nada é para a gente, ou pouco se faz útil quando realmente precisamos. Aquilo que aprendemos na escola só usamos na faculdade porque temos que fazer vestibular. Quem sabe se eles ensinassem matérias como “Mentiras sinceras” ou quem sabe “Fingimento em publico”, aí sim a gente levaria isso para fora do colégio. Ou seja, a escola não seria mais o lugar de trovar guriazinhas na hora do recreio.

Uma das coisas que aprendemos na escola e que pode ser aproveitada, ou não, é a amizade. Provavelmente todo mundo já teve algum “bom” amigo no colégio ou quem sabe o “grupinho”. A amizade sim deveria ser uma cadeira obrigatória nas escolas, afinal nem sempre dá para saber se aquele “amigo” é realmente alguém de confiança.

Claro que há casos e casos. Sabe-se que há pessoas que mesmo não tendo amizade alguma no colégio conseguem se “virar” no mundo lá fora.

Na real, por mais preto que seja, o que quero passar com isso é que tudo que tentam nos ensinar, em certos momentos da vida, é aproveitável, muitas dessas vezes, além de ser descartável, é deplorável.

Conselho? Beba vinho e seja feliz. Nada melhor que uma tarde com os amigos mais próximos, sem aquela falta de amizade costumeira, com um bom vinho, um violão e muitos assuntos ácidos para se discutir. E nem pensem em ir de branco, a menos que queiram se tornar santos e gloriosos.

Nem tudo acaba em pizza.


- Cara, hoje foi muito tri.
- Foi? Por quê?
- Ah velho, foi demais. Todo mundo olhando, eu lá, reluzindo. Parecia um rei.
- Babaca.
- Que foi cara?
- Babaca.
- Que foi porra?
- Nada não.
- ...
- ...
- Tô esperando.
- Esperando o quê?
- Que tu me diga o que foi.
- Nada cara.
- A gente já não conversou sobre isso?
- Isso o quê?
- Sobre eu ter sido escolhido para representar a banda ao invés de ti.
- Mas quem tocou nisso?
- Babaca.
- Tá, eu tô com ciúmes sim e daí?
- E daí? E daí o baralho! Não tem o porquê ter ciúmes.
- Como não? Só na nossa banda acontece isso. Onde já se viu o baterista ser mais importante que o guitarrista que também é vocal?
- Mas eu não sou mais importante que tu. Somos todos importantes para a banda.
- Mas por que tu representa a banda e eu sou só o guitarrista vocal? Eu deveria representar a banda.
- Para com esse ciúme infundado cara. Eu não sou teu inimigo, sou teu parceiro.
- Ah sim, meu parceiro, parece mais um rival.
- Não fala isso.
- Falo o que eu quero.
- Então, por que tu não dá a próxima entrevista?
- Como assim?
- É, ao invés de eu dar a entrevista, tu vai no meu lugar. Que tal?
- Aahh... Melhor não, tá todo mundo te esperando.
- Ah sim, faz todo esse escândalo por nada, e agora recusa o convite para ser o “melhor” da banda?
- Mas eu não sou e nunca serei o melhor da banda.
- Ninguém é o melhor da banda e ponto.
- É sim.
- Quem?
- Tu.
- ‘Calaboca’. Pega uma bolachinha aqui e fica quieto.
- Hum, adoro Trakinas de morango.

Sorte, persuada-me.


Hoje entrei no tal de Orkut e lá estava ela, como todos os dias, sempre me esperando, esperando meu comentário sobre o que ela diz. Ela sempre me diz coisas sem nexos, até repetidas, eu a acho divertida. Mas hoje ela me disse algo intrigante, aumentou minha auto-estima. Ela dizia: “Sorte de hoje: Você é o mestre das situações” estranho, não? *Ah, mas é automático, o Orkut manda pra todos.* Eu sei, mas alguém já deu importância pra ela? Alguém enfatizou o que ela diz? Analise: “VOCÊ É O MESTRE DAS SITUAÇÕES” uma frase automática, que diz muita coisa.

Diga-me, você tem sido o mestre das situações? Pare, reflita, tem sido? Acho que nunca fizeram essa pergunta pra você, não é mesmo? Pois hoje eu quero só que responda pra si mesmo, se és ou não o mestre das situações. Tens capacidade para prender a atenção, tens capacidade de ser o mestre das situações, eu sei. Todos têm tal capacidade. O ponto chave é saber usa-la. Não adianta espernear pra ter atenção, tens que ter um bom motivo, boas idéias e persuasão.
Sei que isso parece um capítulo de livro de auto-ajuda ou um dos ‘pensamentos’ da Ana Maria Braga, não era a intenção, mas chegamos até aqui.

Eu sempre procuro estar no comando de diversas situações, não que eu queira mandar, mas gosto de ter atenção, tenho essa necessidade. No momento em que prendo a sua atenção estou no comando da situação. É disso que falo. Você não acha que escrevo nesse Blog só pra ser legal e te expor meu ponto de vista, né? Escrevo aqui porque quero atenção, por que sou capaz de prender a atenção. Não, eu não sou convencida. E não é porque te revelei isso que tu vai parar de ler essa birosca. Vais continuar lendo e eu escrevendo. É a situação que se formou.

O Exército da Cruz Verde com Bolinhas Amarelas.


Caridade. Linda palavra não? Não mesmo, lembra castidade, mas deixe isso para outra hora. Caridade, de acordo com o gordo do Wikipédia, é um sentimento ou uma ação altruísta de ajudar o próximo sem buscar qualquer tipo de recompensa. Bom, você acha mesmo que quem pratica “caridade” não busca nenhuma recompensa?

Do fundo do meu gnosticismo creio que houveram os que fizeram real caridade. Madre Tereza de Caucuta, Karol Wojtyla, esses sim praticaram caridade, não pessoas como Che Guevara ou Leão XIII. Mas note que citei dois nomes “santos”. Talvez seja coincidência, talvez seja subliminar ou talvez seja algo sub-escrito. Enfim, caridade não é algo que se pratica para o bem. Sem nexo, mas com um pouco de neurônios pode fazer sentido.

Pense, você já fez alguma caridade hoje? Provavelmente a resposta é sim. Todos “fazemos”. Mas é realmente raro alguém fazer “caridade” por caridade. Ajudar uma velhinha a atravessar a rua? Liberar o lugar para alguém de mais idade? Dar o de comer a alguém necessitado? Esquece. Isso não é caridade, isso é bondade.

Caridade é difícil de explicar, é um sentimento que não se deseja ter, não que não se queira, mas não é possível fazer caridade apenas querendo, por vontade é bondade. E então, agora você se acha caridoso ou bondoso? Bom, as diferenças são mínimas, então pode-se não notar a diferença real, mas uma coisa deve ser notada: a quantidade. Caridade deve ser um sentimento não dosado, quanto mais melhor, tanto para você quanto para os outros, já a bondade em excesso, é extremamente prejudicial, isso posso falar com convicção. Imagine você uma “pessoa boa” durante vinte e quatro horas. Horrorshow não?

Debutante.


15 anos. Corpo de mulher, rosto de menina, psicológico de criança. Com 15 anos ela não pode ser chamada de mulher, ela ainda não está preparada para isso... Pode até fazer coisas que algumas mulheres não fazem, mas mesmo assim, ela não é madura o suficiente para ser mulher! Com 15 anos a menina está em fase de mudanças, ela tem planos, idéias e pensamentos ainda infantis.

Uso-me como exemplo, aos quinze eu sonhava mudar o mundo, achava que Axl Rose era o cara mais legal do mundo e que ia descobrir quem matou Kurt Cobain. Achava que moda era coisa de gente chata, que todos os meninos eram legais, que aquelas amigas que deixei pra trás nunca iam me esquecer, e as que conquistei não seriam tão importantes. Batia o pé dizendo que o mundo se resumia a uma tarde de domingo na Redenção, que o que eu queria tinha que ser quando eu queria. Aos quinze eu tinha pavor de fotos, não gostava do meu cabelo, e não gostava de biquíni. Claro, nenhuma menina é igual, todas tem idéias diferentes.

Transição. Os 15 anos marcam a saída do casulo, a formação da borboleta. Mas quando se faz 15 não se para pra pensar nisso. Não se vê o amanhã, o que importa é o que quero. Meninas com 15 anos são extremamente egoístas. E uma criatura dessas pode ser considerada uma mulher? Sinceramente, ainda não me considero uma, apesar dos meus 16 anos (pufff, muito que mudou). Tenho muito pra crescer, mudar, evoluir. Não passo de uma moleca mimada e egoísta.

Mercúrio.


Por tudo que ouvimos, não podemos esperar nada das pessoas, elas estão cada vez piores. Talvez o que se falou sobre amizade e confiança não exista, ou quem sabe as pessoas mudaram. Quem saberá?

O que se pode ter certeza, hoje, é que o espelho é o seu melhor amigo. Talvez não seja em quem você deva confiar sempre, mas sabes que os conselhos advindos dele sempre fazem sentido. O mal do mundo não provém do terrorismo ou da poluição, o mal do mundo provém dos espelhos. Grandes pessoas, daquelas que mudam o mundo, sabem conversar consigo mesmas em frente ao espelho e sabem aproveitar tudo de bom o que ali é discutido.

Nada contra quem tem múltiplas personalidades, ou até mesmo bipolaridade, esses, alias, até merecem tanto respeito quanto as outras pessoas, afinal não deve ser fácil cada vez que se olhar no espelho ver uma pessoa diferente. Mas uma coisa deve ser ressaltada quanto as pessoas de múltipla personalidade: uma conversa perante o espelho se torna um brainstorming nunca antes presenciado, além de que, são únicos.

Contudo há de se convir que o espelho é fabuloso, ele até mesmo reflete raios em filmes futurísticos. Quem sabe um dia alguém funde uma religião onde a figura principal seja um espelho. Nesse tempo, seus adeptos serão chamados de pagães ou de ego centristas. Num mundo desses, coitado dos vampiros.