Ah, o Beijo.


De todos os tipos. Há os com carinho, os com afeto, os com amor, os com desespero, os de desprezo, os de despedida, enfim, há beijo para qualquer momento. E todos são bons. Claro, isso é relativo, pois nem sempre é bom para os dois lados.

O beijo deveria ser sagrado, afinal até propriedades medicinais ele tem, ou vai dizer que você nunca se sentiu melhor depois de um beijo em especial? O beijo, em suas formas, pode ter variados efeitos. Muitos beijos, eu diria a esmagadora maioria, é bom para ambas as partes, pois satisfaz os dois enquanto que sua graça não é perdida. O beijo pode ser dado de varias formas. Não pense besteira. Alias, pense sim. Invente no seu beijo. Todos gostam de um beijinho no rosto, um selinho inesperado ou um beijo de língua “bem pegado”, mas os beijos que nunca recebemos antes são os que mais nos surpreendem.

Cada um tem um jeito de dar os beijos que sabe, afinal, não há quem saiba apenas um tipo de beijo. Com língua, sem língua, com dente, sem dente, com carinhos, com lábios, não importa qual seja, o que importa é a intensidade e o modo como é feito. Beijo é para ser dado com carinho. Não importa que tipo de beijo é, seja ele romântico, avassalador, selvagem, conquistador, não importa, ele deve sempre conter um pouco de nós em sua essência.

Beijo forte para dominar, beijo afável para conquistar, beijo rude para mostrar poder. Os tipos são muitos. Escolha que beijo pretende usar e boa festa, com o beijo certo, a noite está garantida.

Maldades e malvadezas.


Hoje eu decidi não ser mais tão delicada com as palavras e contigo. É, é de ti mesmo que estou falando. Eu sei que tu não gostas que o mocinho tenha um final feliz, sei também que tu és tri desgraçado e sempre quis que o mundo acabasse. Chega de disfarces! Chega de ser o que a sociedade te impõe!

Pega os caras mais famosos do mundo, acha que eles eram os mocinhos da situação? Não eram! Normalmente os vilões é que ficam com a glória, isso é fato. Eu não falo pra ti ser um vilão, falo pra ti acordar: a vida não é um moranguinho e conto de fadas é história pra criança dormir. O Hitler, por exemplo, baita governante, um dos melhores! “Marcela, ele era louco e psicopata, por causa dele judeus morreram e foram torturados.” Eu não disse que defendia ele, mas cara, ele conseguiu governar a Alemanha sem ser alemão. É disso que falo! Fazer o que os outros tem medo. Fazer diferente, ser diferente. Até Che Guevara, ele não era um bom homem, sinto muito dizer isso, mas ele era um baita safado. Não tenha a ilusão de que o que ele fez foi por amor ao povo. Ele só fez aquilo por fama, era o que ele queria! Fama. E conseguiu, matou uns quantos em nome da revolução, ganhou dinheiro pra isso, e ainda saiu como mocinho na história. Eu sou fã dele, cara! Eu poderia citar mais vilões famosos, mas não é aí que quero chegar. Eu quero que perceba, nem sempre o errado é ruim.

Aquela coisa de ‘eu tenho que ser assim, fazer isso, comer daquilo, usar aquele outro, porque me disseram que tem que ser assim’ acabou! Conhece a tal LIBERDADE DE EXPRESSÃO? Tu a tens, e tendo ela tu podes mandar o presidente tomar no cú e ninguém vai te prender. Em outras palavras, eu quero te abrir os olhos, tu não precisa ser certinho pra ser feliz. Na real, felicidade não vem com o que a sociedade te impõe. A felicidade tu cria, tu inventa, do jeito que quiser, sem se preocupar com o que os outros vão pensar. Dane-se o mundo, estás feliz, é o que importa. Mas não pense que felicidade é tudo, não é. Não mesmo. Mas ela é essencial.

Também não é porque queres ser feliz que tu vai pôr dinamite no prédio em que trabalha, nem vai explodir a cabeça do teu patrão com uma bala no meio da testa. Vontade não falta, eu sei. Mas é melhor ter um patrão, sabia? Pra depois de um tempo olhar pra ele e pensar: ‘Perdeu, velho, agora eu sou melhor que tu’.

Enfim, acho que entendestes o recado, seja mau, ninguém vai ser verdadeiramente bom contigo.
Crianças, façam isso com a ajuda de um adulto.

Nada. [2]


As convicções de outrora não mais permanecem aqui. Por tudo que sei, mais e mais e nada, enquanto for, ou que siga, pretendo continuar da mesma maneira fria e astuta de sempre. A tradição leva a traição, e não é só na rima. As pessoas que falam o que querem, sabem que a reposta é árdua e dolorida, porém tem a certeza de terem passado a mensagem certa, o que basta. Em olhos desvanecidos, desguardados, onde tudo se vê, e o tudo que se é para o nada, eu hei de observar a vida alheia.

Como o tempo, pretendo mudar. Drasticamente eu diria. Todos nós temos nossos momentos difíceis, mas nenhum deles deve ser usado com desculpa para apunhalamentos. A vida, de outrora, do agora, de falível ontem e do inconstante amanhã, nunca pretendem ser a mesma para sempre. As perguntas surgem, desaparecem em tons profanos por fálidos pensamentos mortos, seguintes a depravação, e acabam por fugir.

Aos escolhidos, o meu parabéns. Não serão nada mais do que, em palavras levadas pelos ventos, amaldiçoadas pelos santos, seriam antes disso. Acredite, você não pode ser mais nada do que já é, nada mudará. Ao que sinto, no mesmo, para sempre, que acaba em súbito, ficam as perguntas que nunca desapareceram.

Afinal o que fazemos aqui? Nada, eu diria. Mas vai-se saber. No inferno, terreno de amor, onde coisas crescem, na escuridão que rege, por tempo só, não há mais o que se buscar. Desista. Sozinho é o futuro, a pergunta vem, enxergá-la, o não que se sede, por inconstância, o nada, para eles, o fim. Morra. O céu lhe espera em pensamentos gnósticos.

A Política.


Sabe, hoje estava eu pensando sobre nada e me veio um assunto legal para um post: política. Não, eu não falo sobre a política do Senado ou essas coisas assim. Me refiro a política que fazemos na nossa vida. Mas, afinal, o que tem de mais nessa maldita política? Bom, se levarmos em conta que ela engloba nossas escolhas, nossas ações, em parte, nossos mais promíscuos pensamentos e mais algumas coisas que não vejo o porquê lembrar, ela se torna no mínimo interessante. Enfim, seja um bom político.

Bons políticos não são aqueles que fazem bons discursos, ou que cumprem o que prometem, bons políticos são aqueles que convencem o povo. Convenhamos, você acha que o padeiro da esquina lhe convence mais do que o seu melhor amigo? Há casos e casos, mas no geral, se a pessoa realmente for sua amiga, saberá o que você quer ouvir, o que, consequentemente, fará com que ela te convença com mais facilidade. Essa é a política a que me refiro, se bem que não é nada diferente da política clássica.

Muitos fazem da sua vida uma verdadeira política. Mentiras e descasos todos contamos, mas fazer isso se tornar lema de vida é para poucos. Há os que se pronunciam melhor, para não usar termos chulos, e há os que sabem o que querem. Em ambos os casos, se souberem o que estão fazendo e mais que isso, souberem fazer, serão bem sucedidos em tudo.

A política é fascinante. Pessoas com o mínimo de respeito pelas vidas alheias as controlam de tal maneira que se torna impossível dizer que eles estão acabando com a vida dessas. Mas a vida é assim mesmo. Ou vai dizer que nunca brincasse de político com seus amigos?

Das coisas que não entendo.


Seguinte, a vida é uma merda e não têm ninguém satisfeito. Grande coisa, isso não muda nada. A gente que complica demais a vida. Ela não é complicada coisa nenhuma, complicamos por falta do que fazer, tenho certeza disso. Ah, para deixar registrado, adoro complicar minha vida, afinal ela é minha e eu faço o que bem entender dela.

Parem de complicar pô. Não custa nada facilitar as coisas. Pelo menos para os outros. Querem que seja tudo complicado feito um pudim gigante? Ótimo, mas não dificultem as coisas para as pessoas próximas, pense nelas. Pense nelas nem que seja para deixar uma carta antes de fugir ou para usar camisinha com aquele seu namorado drogado que você sabe que tem AIDS, mas que quer muito que o sexo seja bom e sem camisinha.

Acabe com a sua vida, mas não acabe com a dos outros. Há muitas pessoas que só querem o seu bem. Não importa se a sua mãe se droga mais que você, ou se seu pai traz objetos estranhos e alheios para a casa no fim da noite. Pense neles. Pense nem que seja em como dar um fim neles.

Outra coisa, evite usar o controle dois. Isso mesmo, sempre que possível use o controle um. Ele é melhor que o dois, a não ser que você já esteja usando o controle um, aí o dois será melhor com certeza. O que quero dizer é que não adiante ficar fulo da vida porque você não tem o melhor ou o que queria ter, isso sempre acontece. Mas não desconte emocionalmente nas pessoas, apenas se contente com o que têm. Afinal, a grama do vizinho é sempre mais verde, mas nada que um veneno não resolva.

Lembra?


- Lembra como era bom? Aquelas tardes, aquelas conversas, tudo era tão bom, a gente era feliz e não sabia.
- Realmente... Mas tu não és feliz?
- Sou, mas eu me lembro daquele tempo. Sinto falta. A gente aprontava, né?
- É, sempre fazendo bagunça, nossas mães iam a loucura!
- E a gente não queria nem saber, todo dia uma coisa diferente.

- Lembra das vezes que a gente matava aula do curso pra passear?
- Nem tínhamos o que fazer, mas era divertido.
- Ah, realmente, era muito bom.
- Então.
- E olha onde estamos hoje, nunca iríamos imaginar...
- Não, não imaginávamos, mas tudo tem um propósito. Se fosse diferente não seria bom.
- Tudo o que passamos as conversas, as risadas, as discussões... Tudo eu lembro direitinho, como se tivesse
sido ontem.
- Eu lembro de tudo também. E tanto tempo se passou, e o quanto a gente mudou, estamos diferentes.
- Que sutileza, você quer dizer que estamos velhas.
- É, estamos, mas eu quis dizer que tudo passou, mas continuamos juntas. Mesmo depois desses anos todos.
- É amiga, o que eu te dizia? “Vamos ser velhinhas e amigas. Juntas até o fim.”
- Eu lembro de quando me disseste isso, foi num recreio, fazendo um pacto de catchup.
- Hahaha, tu lembra de uma bizarrice dessas!
- Lembro! Lembro disso e de mais um pouco.
- E aqui estamos...
-...
- Quem ia imaginar?
- Te formaste, casaste, teve filhos, virou dona de casa... Agora tá aqui.
- E tu, hein? Que destino.
- Eu sempre quis isso, sabes.
- Mas tens namorado? Com essa idade, não acredito que ainda estás solteira.
- Não nasci pra ser engaiolada, a liberdade me instiga, eu sou feliz assim.
- É mesmo feliz?
- Não.
-...
- Depois dele eu desisti.
- Mas és jovem ainda.
- Sou, mas depois de tudo, era só ele que eu queria. Mas agora...
- Era tão lindo ver vocês dois.
- Éramos um. Feitos de amor.
-... Faz quanto tempo?
- Sete anos.
- É, faz tempo...
- Hoje eu quero só os números, eles são exatos e infinitos, como meu amor por ele.