Triste realidade.


Eaí véi, meu nomi é Woxington, tenhu 18 anos e tô aqui pá fala da minha vida. É simplis né cara, sô da familha bolerage e jogu um futiba todu dia, sô parça du Ronaldinho u gaúchu né, purque o otru perdeu a moral, foi si metê cum travecão essas treta nem saum cum migo. Vô sê profiça ceis vaum vê, eu é quinsinei os fera a jogá, Kaká Zidane Henri tudo jogava cum migo ali nu campinho da rua dibaxo.
Sô assim, ar cocóta tudo corre de atrás de mim, mais eu nem dô moral essas sã só pá dá uns créu dar veiz enquando. Vô incontra uma cocóta firmeza pá casa né ô. Daquelas top de linha, que nego vai querê e ela vai isnobá. Pur inquanto eu nem me apegu, essar cocota são tudo umas xuranha quí quére qui o cara fiqui bancanu tudo pá elas, não dá pra dá moral.Sô playsson na real.
I num vem mi dizê qui playsson é bagaçagê, playsson é estilo, estilo é boleragê.
Tamém num tenhu mai nada pá fala qué sabe mais di mim mim add nu orkut mar decha screp né ô.

Ah, o verão.

Há de haver homens bons num mundo seco pelos segredos. Dize-se nada sobre o que se quer em sonhos putridos e fálicos. Ter-se-ía mais felicidade se todos fizessemos o planejado para os animais irracionais.
Não há, por termos, salvação as almas nossas nos corregos limpos em que corremos. Nossas vidas, dominadas e levadas pelas mãos daqueles que não se importam com o que sentimos, se é que ainda sentimos algo. Seria nossa escapatória a fuga de antemão dos preceitos alheios passados através de gerações?
Não corra, não se esconda, não regorgite idéias aquém do seu tempo tentando libertar aquilo que sequer está preso, mas que nossa mente teima em dizer-nos que devemos fazer algo. Nada se deve dizer do resto, aquilo que é certo, aquilo que é bom, aquilo que queremos e, por nós mesmos, aquilo que não temos.
Nada se deve fazer quanto a opressões sólidas e anarquistas de partidos da direita, da esquerda, do centro, do paralelepípedo, dos bueiros; esses já estão enterrados bem acima de nós.
Pense em sí mesmo, faça pelos outros, diga pelos desconhecidos, ame pelos seus inimigos. O mundo, esse não mudará, ele não muda, não quer mudar, você, que não pode correr, se esconder, vive como pode, nas sombras dos próprios erros causados pelos acertos dos outros e acerca de vitórias esquecidas pelas canções não mais recitadas. Tudo isso não passa de histórias contadas em aquários cheios de tubarões e piranhas, sendo que essas últimas cobram caro.

Amén.


Ultimamente tenho estado em um estado de bloqueio “blogal”, não consigo concluir nenhum texto que começo, mas vai passar. Enfim, não estou aqui para falar isso.

Estava eu sem nada para fazer hoje, normalmente, e me peguei pensando em uma ótima frase “Simbianos Góticos em Corpos estupefatos”. Não sabia o que eu mesmo estava querendo dizer com aquilo, então resolvi aprofundar minha analise dessa frase que parece ter saído de algum RPG ou de um livro do Tolkien.

Simbianos, diz a história e a estória, são seres, em geral, que se apossam de coisas ou corpos alheios, tomando controle total ou parcial dos mesmo. Góticos eu acho que dispensa explicações, mas vou colocar a análise que eu fiz deles em descrição para a Marcela. Góticos são pessoas que acham que a religião serve como desculpa para tudo, porém o fazem sem perceber. Além disso, eles se vestem com temas oitentistas, sem falar que esquecem completamente a maldita religião. Corpos estupefatos, de acordo com o Aurélio, são corpos entorpecidos, o que não ajuda muito. Porém no dito popular e nas histórias e estórias que ouvimos, podemos definir corpos estupefatos como “pessoas que não tem controle sobre si próprio, ou que, por motivo de cultura, são dominadas, e até mesmo escravizadas, por pessoas mais fortes e ou inteligentes”. Se bem que no caso de corpos entorpecidos, daria na mesma falar que “cú de bêbado não tem dono”.

Certo, tendo posse dos conceitos de cada um dos termos da bendita frase, vamos para a sua análise. Para começar, “Simbianos Góticos”: aqui observamos que os seres, na real pessoas, são góticos, provavelmente pelo fato de acharem que a sua religião é a melhor e que pode explicar, e algumas até curar, todo o “mal” do mundo. Não quero entrar em detalhes, mas acho que a parte do conceito referente as desculpas também se aplica. Note que é usada a conjunção “em” e não “de”, como era de se esperar. Isso demonstra que os simbios não são nativos, ou seja, não estavam ali no começo, se apoderaram, se apossaram.

Agora pense comigo: quantas religiões você conhece em quê a frase acima não poderia ser usada para definir sua “nobreza”?

Quantas ou quais eu não sei, mas sei de uma coisa, são muito poucas. As religiões de hoje não passam disso, de simbios góticos. Domino, expurgação, controle, não deveriam ser esses os princípios das igrejas hoje. Fanatismo de outrora era bem mais bem vindo do que essas relações.

Agora fica por você a escolha: ser um corpo estupefato, ser um simbio ou tentar ser apenas mais um humano levando a própria vida por conta própria.

Realidade.


Tava tudo calmo eu nem sabia pra onde í, o cara me deu o indereço e disse que a dona pagava bem. A casa dela era no fim do mundo de isquina cá trinta e cinco, baita mansão eu sabia qui um dia num ia sê suficente pra faxina aquele casão. Gente rica sabe? Granfino de nariz impinado nem sei o que qué com diarista. Entrei na casa e a patroa já veio me xingano, disse que eu tava atrasada e que ia descontar da diaria, já me subiu o sangue né? Quê que ela tá pensano? Qué me tira pá troxa, eu num terminei os estudo mais sei que isso ela num pode fazê. Já fui pegano na bassora e saí barreno tudo, o que tem de rico tem de porco essa gente. Pra caba cá minha paz a mulér tinha um pestinha, ô pirralho mais chato, só quiria ficá na minha volta, tava quase chutano ele pra longi dali. A praga tava me dano nus nervo, deu vontade de joga pela janela, só num joguei porqui dá cadeia e eu num posso xuja meu nome, o Tonhão tá lá quem é que vai sustenta as cria em casa? Tenho que mantê u controli.

A casa tava taum xuja qui eu me estrupiei pá limpa tudo má limpei. O pirralho tinha um desses apareio moderno de joguinho na tv sabe? Má me torro as pacênça pra liga aquilo pra ele, eu nem sabia que botão aperta. E o piá me encheno, aaaah eu infiei um bico na boca dele e continuei o sirviço. Ele abriu o berrero, num quiria mai nada né? Uma casa de porco podrisuja, um piá ranhento chorano nos meu ouvido e aquela dondoquinha quereno me dizê como fazê o meu sirviço.

Nu fim do dia eu tava toda detonada, minha culuna tuda torta e a diaria nem cubriu o que eu sufri naquela casa. Num volto mais tamém. Vô fala cu Gérso que eu num quero mais essas granfina mimada, só sabi enxê e ainda tem uns pentelho pá mincomoda.
Só trabáio nesse ramo purque o bolsa família é pocu pra alimenta as cria lá em casa, sem o Tonhão pá bota dinhero dentru de casa só as minha diária num basta pra sustenta oito filho.

Caos, relógios e melancias


Tudo na mesma linha de raciocínio, simples como a prolixidade das coisas. É como se fosse o que se quer sempre, mas que a sociedade não aceita. Aquilo que mais incita a exultação sempre é ilícito. Nessa hora não há altivez imperando, só o anseio oculto pelo poder dominador. O predefinido já não é aceito, seus preceitos são falhos.

Heroísmo dissimulado. É muito fácil dizer que o país é subdesenvolvido por causa das classes minoritárias, o problema é distinguir essas classes. Para os hipócritas é fácil dizer que a minoria são os pobres.

O que mais tem no Brasil? Pobre. O que é minoria no Brasil? Rico. Por que o Brasil é subdesenvolvido? Por causa da minoria altiva. Mas eu que não me preocupo com o Brasil. Quero mais é que morram todos, os pobres para pararem de sofrer e os ricos para pagar o que roubam.

Ideologia barata. Vendes uma idéia, não a pratica.

Ridículos esquizofrênicos te mostram a realidade distorcida. Tu, burro acreditas. Como se fosse a inércia, uma meretriz ou uma uva. Essas coisas assim.

Deu no que deu.


Foi-se o tempo em que eu me importava só comigo,
não sei o que acontece,
tudo mudou, minhas vontades, meus anseios, meus sonhos.
Não consigo mais ser tão egoísta quanto era,
já não ocupo o primeiro lugar na minha escala de preocupações.
Já não faço por mim, faço por nós.
Minhas ações, meus feitos não são mais egoístas.
Vens em primeiro lugar, sempre.
Os motivos eu não sei, o medo corroeu-me.
Por que estou com medo? A omissão pesou, a máscara caiu.
Defeitos foram expostos, segredos revelados.
O que era perfeito tornou-se podre.
O saudável ficou enfermo.
Há salvação? Viver da mentira ou acabar com a ilusão.