Filha de família se não casa: papai e mamãe não dão nenhum tustão... ♪


Já ouvi varias histórias de adolescentes que saem de casa, seja fugindo ou com consentimento dos pais. Alguns não agüentam e voltam pra casa, outros sofrem horrores, mas não voltam, uns se dão muito bem, outros se dão bem e só voltam para visitar.
A expressão: “sair de casa” soa bem aos ouvidos de qualquer adolescente, rebelde ou não. Sempre há exceções, mas nesse caso são raras.
Sair de casa não é uma tarefa fácil, mas também não é difícil. E se sair de casa para morar longe da comidinha da mamãe, da maquina de lavar roupas e do cheirinho de casa limpa a tarefa se complica ainda mais.
Sair de casa requer três princípios básicos: 1º ter um bom motivo para fazê-lo; 2º ter um bom motivo que renda um bom capital; e 3º ter um bom motivo que renda um bom capital para pagar alguém que limpe sua casa.
Se você acha que pode conseguir essas três coisas, saia já de casa! Mas se o seu desejo de sair de casa é só se livrar dos “pitis” da sua mãe ou dos sermões do seu pai, não saia de casa. Afinal, você ainda vai precisar de alguém para visitar.
Sair de casa é uma sensação única. É liberdade e responsabilidade. É o que determina como sua vida vai ser daqui a vinte anos. Porque se você se dá bem saindo de casa aos dezoito, aos trinta e oito você vai estar rico.
Por incrível que pareça, existem muitos jovens reprimidos dentro de casa que, por falta de apoio familiar, não seguem em frente, não realizam seus sonhos para o futuro, esses, possivelmente, serão os fracassados de amanhã.
Pensar no futuro, correr atrás do sonho ou querer melhorar não é rebeldia, pelo contrário, é sinal de amadurecimento e responsabilidade.

Dia-a-dia com hífen


- Tu mudou.
- Mudei o quê?
- Mudou. Só.
- Cresci, cortei o cabelo, fiz a barba.
- Não tô falando de físico.
- Tá falando de quê então, guria?
- De sentimento.
- Que sentimento, querida? Nada mudou, eu te amo, tu me ama e a gente vai continuar se amando. Simples assim.
- É exatamente isso que mudou. Tu me ama. E só. Tu não inventa nada novo, nada legal pra gente. Não me faz uma surpresa desde o aniversário da minha vó.
- Mas eu tô trabalhando, amor.
- Não justifica. Eu também tô trabalhando, estudando e fazendo o escambau. Mas sempre tentando te agradar. Pô, Ju, custa fazer um agradinho pra tua namorada de vez em quando? Custa?
- ...
- Ah, cansei.
- Cansou? De quê? Por quê? Como?
- Tá vendo? Tu nem presta atenção em mim. Eu tenho me sacrificado pelo nosso namoro. Não quero mais.
- ...
- Acabou, Junior.
- ...
- Tu não vai falar nada?
- Tem o que falar?
- Tá, te dou mais uma chance. Me traz um chocolate.

Oba, lá vem ela...


Mas a pedra não daria o braço a torcer. “Eu nunca vou mudar” dizia ela, mesmo assim a água insistia “Mas meu amor, você tem que mudar, por mim”. E tempos se passaram e a pedra não mudava. Por mais que ela amasse a água, uma pedra é uma pedra.

Porém a pedra não estava disposta a desistir do seu amor. O fato era que não era culpa da pedra ela não querer mudar. Com o perdão do trocadilho, ela era uma pedra cabeça dura. Claro que ela poderia simplesmente tentar mudar e fazer tudo ao contrario, mas ai ela deixaria de ser uma pedra, coisa que não queria.

A água bem que tentava, era apaixonada por aquela pedra. Muito apaixonada. Todos os dias, a todos os momentos, ela se jogava de encontro à pedra só para poder senti-la. Aquilo a confortava. Mas havia algo que ela não gostava – a pedra nunca mostrava nada por ela. Por mais que a pedra dissesse o quanto gostava da água, ela não demonstrava reações. Mas a água não desistia e repetia incansavelmente a sua rotina de beijos e abraços na pedra.

Sem muito o que fazer, a pedra aproveitava o mais que podia. Ela adorava toda aquela paparicação. Mas o tempo era cruel com a pedra. Com o passar dos dias ela já não sentia mais a mesma sensação de outrora, já não se sentia revigorada a cada encontro. O tempo passava e a pedra começava a mudar.

Mas a água continuava a mesma. Ela ainda nutria a mesma paixão pela pedra. Mesmo com toda essa paixão cega, ela começou a notar que a pedra estava estranha, diferente.

Ela já não brilhava mais com as gotas que a água deixava em sua superfície. Mas a água queria acreditar que tudo aquilo era só invenção sua. Mas não era. E a pedra ficava mais esquisita a cada dia. Houve um tempo que a água tentou não se preocupar, mas agora era iminente, a pedra estava diferente – e ela estava desaparecendo.

O desespero tomou conta da água. Ela estava perdendo seu amor aos poucos e era obrigada a acompanhar cada minuto dessa perda agonizante. A pedra já não respondia mais aos seus chamados, não brilhava com seus gotejos. A pedra parecia somente mais uma pedra no meio de muitas, uma pedra que estava sumindo, desaparecendo.

A preocupação da água só aumentava, ao contrario da pedra, que cada vez menos podia ser vista. Conviver sem ter seu grande amor, mesmo que tendo sido pouco correspondida, era demais para a água. A água já não produzia suas costumeiras altas ondas, ela já não brilhava mais. Ela estava morrendo.

E foi então que aconteceu o inesperado. “Água, você pode me ouvir?” disse uma voz. “Pedra? É mesmo você? Meu grande amor?” respondeu a água, sem acreditar no que poderia estar acontecendo. A pedra, vendo que não poderia mudar nunca, desistiu. Não desistir da vida ou da água, mas desistiu de ser uma pedra. Aos poucos e com o passar do tempo, ela deixou que a água, seu grande amor, a destruísse, a fizesse em pedacinhos, para que assim ela pudesse ficar com quem sempre amou, mas que nunca teve como corresponder do jeito que queria.

Tchibummm!


Por medo de poluir o carro, anda-se muito a pé.
O mundo ao inverso, assim ele é.

As pessoas, quem dera, fossem de pano
Só assim a agulha duraria mais de ano.

Por medo do escuro, inventou-se o travesseiro.
Mas é no colchão que se esconde o dinheiro.

Não olhe pros lados em dias ventosos.
Desfaz os cabelos, até os vistosos.

A mentira é pura falsidade.
Claro, nem eu sei se isso é verdade.

Creia em tudo que lhe der confiança.
Nunca se sabe quando precisará de fiança.

Por sim e não, ao ver da fera,
Esqueça, é tudo balela.

O que se quer de verdade é beleza.
Não que não se creia na nobreza.

Fuja do cotidiano fétido.
Escale montanhas e seja atlético.

Não leia o que escrevo aqui.
Mas quando me ver, puf, sumi.

A respeito daquela coisa...




Lembro-me de quando eu engatinhava por ai e minha única preocupação era babar o maior numero possível de coisas. Lembro quando minha mãe chamava para almoçar e todos ficavam com vontade de se convidar. Lembro de quando passei o mês inteiro com a perna engessada e não pude fazer nada. Lembro que nesse mês choveu durante trinta dias.

Lembro do tempo em que ligávamos a TV, assistíamos a novela das oito as oito horas. Lembro quando o videogame era disputado por todos e o controle tinha de ser trocado todos os meses por falta de botões. Lembro que era preciso encostar no dedo do anão para andar de montanha russa. Lembro de quando quebramos o anão só para poder encostar no dedo dele. Lembro dos dias que pareciam não acabar. Lembro dos dias que eu não queria que acabasse.

Lembro dos abraços que dei, dos beijos que roubei e dos amassos que fiquei devendo. Lembro do banco da praça e do velho senhor que nele todo dia sentava. Lembro quando ele me disse que aquela menina seria perfeita para mim. Lembro das fugas no parque que eu nunca entendi direito para que quê serviam.

Lembro do nascimento do meu filho. Lembro da cara do médico ao dizer que era a cara do pai aquele garoto forte que acabará de nascer. Lembro das noites em claro. Lembro do avião que decolava em direção a lua partindo das minhas pernas. Lembro do meu filho pegando esse avião todas as noites.

Lembro do meu casamento com aquela simpática moça que conheci no parque e que, por sei lá o que, estava acompanhando a menina que o velho senhor disse que seria a minha vida. Lembro de todas as brigas, de todas as noites em claro, de todas as comemorações. Lembro de quando ela me deixou para se juntar aos outros.

Lembro quando me saiu o primeiro fio de cabelo branco. Lembro da minha primeira tintura de cabelo para tapar fios brancos. Lembro da minha bengala mágica. Lembro do dia durar mais que a noite e a manha ser quase eterna. Lembro-me de tudo.

Agora, no final da minha vida, nas ultimas paginas do meu livro, vejo que não aproveitei nada, não fiz nada do que eu queria fazer, não ganhei dinheiro o suficiente, não participei de festas o bastante. Não fiz nada do que a vida reservava para mim. Mas na última página desse livro vai estar escrito:

E ele viveu feliz até agora, porque o tempo não permitiu que ele fizesse tudo o que queria, nem vivenciasse tudo o que desejava, mas deu a ele a mesma chance que dá a todos os humanos. A chance de fazer a diferença na sua própria vida.


Ah, a evolução.


É de fato publico que os seres humanos descendem dos macacos. Ou assim pensamos, pelo menos. Enfim, a evolução fez sua parte e nos deixou preguiçosos, não precisamos mais pular de galho em galho como antes e nem mesmo andar, como agora. Estamos evoluindo novamente.
Teorias a parte, os humanos não deveriam ter descido das arvores. Na verdade, creio que eles não deveriam ter nem mesmo subido, continuado a ser um pré-primata/semi-réptil/pseudo-mamífero, ou seja lá o que éramos antes.
Agora, com tudo o que se passa, provável era do gelo, aquecimento global, caçada ao Bin Laden e a provável eleição de Obama, estamos evoluindo novamente. Na verdade já evoluímos, para isso que hoje chamamos de humanidade.
Quando éramos símios, nos preocupávamos apenas em achar bananas e trovar umas símias gatinhas das arvores vizinhas. Mas com a chegada/introdução forçada/descoberta da Teoria da Evolução das Espécies, criada por Darwin muito, muito tempo depois, resolvemos evoluir. Claro, isso trouxe muitos benefícios. A gente só não descobriu para quem ainda.
Lei da Sobrevivência do Mais Forte? Balela. “Apto” é a palavra mais apropriada para essa lei que fez com que, nos anos 70, muitos homens resolvessem deixar seus topetes com tamanhos imensuráveis e inexplicáveis. Talvez esse fato tivesse mais sentido se, ao invés de casacos de couro, eles tivessem usado casacos de pele de tigre. Tigre não, panda.