Ah cara, tu encostou...


Aos bravos e indecentes, por sim e não, ao ver da fera, serão os tolos. Aqueles que lutam, não os que conquistam, sabem o fardo de se carregar os pesos adquiridos outrora por erros humanos. Aqueles que enriquecem sabem o valor das coisas, sabem que as coisas não tem valor. Sabem eles que, por correntes enferrujadas, por cordas pelo tempo desgastadas, serão sempre os reis. O que os leigos queriam não passava de paz.

As lutas da humanidade são, eram, serão, sempre as mais tolas possíveis. Não salve as baleias, nem a Amazônia, muito menos o Ártico, salve a si mesmo, no fim, é a única “coisa” que importa. O que se busca não é a maldita “paz de espírito”, ou é, depende do ponto de vista, mas o modo de alcançá-la mudou muito de tempos pra cá. O dinheiro, asas do inferno, pão dos necessitados, ainda comanda o mundo a qual vivemos, tentamos, mal conseguimos.

Quem sabe um dia sejamos resgatados, nunca, por aqueles que crêem, de modo vil, que a raça humana precisa de paz e desligamento dos bens materiais. Mas já se tornou um esquema tão complexo, que desfazê-lo levaria mais de um milênio. Tentativas fúteis, falhas, fracas, já foram feitas e o sucesso se torna cada vez mais difícil.

O que basta a nós é a compreensão do mundo. Não a compreensão do mundo alheio, mas do nosso mundo, o mundo que criamos para nós, para alimentar egoísmos próprios sem sermos incomodados, para planejar como derrubar ditadores fétidos do poder, para pensar em um novo estilo de roupa.

Não me importo mais aonde os meus pensamentos irão parar, desde que circulem. Não vos escrevo mais para ser entendido. Não vos digo mais nada para ser ouvido. Não mais vos mostro o caminho, pela certeza de que não o seguirão. Descansem em paz, daqui, nada levarão.

Eu e o escambau.


Sabe quando tu cansa? Tem vontade de mandar tudo pro inferno e quer mais é que o mundo acabe? Acordei assim, hoje. Tudo irrita, tudo satura. Não, eu não estou de TPM. Mas até as cores me irritam, hoje. Tentei achar um motivo, não consegui.

A minha maior indignação é comigo mesma. Desde ontem com uma baita dor de dente, ela não quer passar! Fica ali me incomodando, parei pra pensar em causas, mais uma vez me irritei, não achei causa nenhuma. Irritei-me comigo pelo fato de, uma dorzinha de dente me derrubou. Que raiva! Que raiva! É só uma dor de dente, como pode fazer tanto estrago? Fiquei horas comparando a dor de dente com estragos aleatórios. Reparei, a dor de dente é como o ácido, ela vem ‘do nada’, incomoda pra cacete e ainda deixa rastro. Que sacana!

Por alguns instantes eu me conformei com a dor, até refletir: “Quê que tu pensa, hein? Só porque é igual a um ácido tu vai aceitar? Ridícula! Pensa que a vida é assim? Tu te conforma, aceita ser subordinada por coisas assim, e daqui a pouco tu vai ser subordinada de qualquer um. Medíocre! Quer ser uma criatura medíocre e sem perspectiva, que aceita qualquer coisa que te é imposta. ARGH! Aceita isso pra ti ver o que acontece.” Deu mais raiva de mim.

Quer saber? Danem-se os ácidos, as dores, a sociedade, as subordinações, e o escambau. Eu ainda quero que as cores se apaguem, que o mundo acabe, que todos vão pro inferno e que a minha dor passe.

Aqui vos escreve uma Marcela revoltada.

Gasolina ou álcool, senhor?


Muito se ouve sobre os estimulantes.

Os estimulantes, de acordo com o redondo do Wikipédia, são, em geral, drogas que aumentam os níveis de atividades motoras e cognitivas, reforçam a vigília, o estado de alerta e a atenção e, algumas vezes, têm potencial euforizante. Tá, nada que ainda não soubéssemos. Mas será que eles são isso mesmo? Tentarei provar que não.

A meu ver, notem o tom de opinião própria, ou seja, sintam-se seguros para descordar, os estimulantes são extremamente necessários, em doses controladas. Porem tenho uma visão um pouco diferente dos estimulantes. Já tomei muitas drogas, não me entendam mal nesta parte, eu nunca me “droguei”, e sei o quanto de efeito que elas podem produzir ou discernir pelo corpo, porém, sou a favor de que tudo que podemos fazer drogados podemos fazer sãos.

Sou muito reservado quando o assunto é bebidas, cigarros e drogas propriamente ditas, nunca fumei ou me “droguei” e bebo muito pouco, creio que mal experimentei os efeitos provocados por drogas mundanas como o álcool ou o tabaco, mas sei que elas não são estimulantes, não passam de “encovardadores”. No caso do álcool muito se diz a respeito de se “ter mais coragem”, mas não é isso que acontece, na verdade a pessoas começam a fazer ações precipitadas justamente para esconder aquela covardia crescente em seu ser.

A drogas propriamente ditas são as piores. Antigamente, quando se drogavam, as pessoas se sentiam bem, hoje, se sentem agressivas. As drogas não mudaram, mas a sociedade mudou, o que leva a crer que há uma relação direta. As drogas tem efeitos variados, mas um ponto em comum, elas viciam, o que não passa de mais uma prova de que não servem como estimulantes.

Os bons estimulantes, e os que mais defendo, são aqueles que não precisamos nos preocupar com. São aqueles estimulantes naturais, coisas como uma palavra, um gesto, uma ação ou até mesmo uma foto. Esses sim são os estimulantes que devemos incentivar. Viva os estimulantes naturais e viva também ao RedBull.

Canetas, lapis, lapiseira.


Sentado aqui nessa cadeira os dias passam. Dias infames, dias iguais, dias insólitos, nada mais que dias. As semanas também passam. Os meses. Tudo passa e nada muda. A qualidade das visões, das ações ou até mesmo dos pensamentos não muda. Nada muda.

Não ter nada para fazer é um saco, começasse a reparar em coisas que antes nem se sabia que existiam. Hoje mesmo, estava eu reparando uma caneta. Uma caneta normal, daquelas famosas sondas alien da BIC. Nada de mais em uma caneta, mas imagine se ela pudesse contar tudo que já presenciou. Imagine-a contando tudo que já escreveu, tudo que já desenhou ou até mesmo tudo que já ouviu. Coisas simples da vida ao qual não damos valor nos momentos certos. Não, eu não estou mais falando da caneta, ou estou se você parar para pensar.

Há pessoas que tratam as outras como canetas, elas as usam somente quando precisam. Você nunca viu ninguém ir passear com sua caneta favorita, ou mesmo trocar o refil de uma caneta já gasta. Talvez a amizade seja como uma caneta, o que muda é o tamanho do refil. Mas voltando, essas “pessoas canetas” nem sempre sabem que estão sendo usadas, ou pior, há as que sabem e deixam por isso mesmo.

Todos já fizemos uma pessoa de caneta uma vez na vida. Uma vez não, duvido que haja pessoas que fizeram isso menos de três vezes. Enfim, isso não é mais errado. Ninguém dá mais importância a isso. Ninguém é grande se não tiver varias canetas.

Porem nunca se esqueça, assim como as canetas podem escrever seus mais felicitosos pensamentos, elas também podem estourar no seu bolso quando você mais precisa. Não se esqueça de tampá-las bem, isso evita o ressecamento das pontas.

Vergonha pra quê? Vergonha de quê?


Ontem vendo televisão, uma reportagem me chamou atenção, na verdade, um comentário na reportagem. Estavam falando sobre pornografia, mas o que me chamou a atenção foi um filme pornô feito por pessoas, relativamente, feias e/ou gordas. Não, eu não vou falar sobre pornografia.

És tímido? Não gosta do teu corpo? Tem algum problema com biquínis ou em ficar sem camisa na frente de alguém? Conheci muita gente com essas ‘nêuras’, e as acho ridículas. Sério, pra quê ter vergonha do seu corpo? É o que tens, sendo gordo, feio ou torto, é teu e tens que ter orgulho. Se não gosta, faça um regime ou faça alguma coisa para mudá-lo, mas não fique reclamando dele.

Uma coisa que me irrita é a vergonha que se tem do parceiro/companheiro/namorado ou como quiserem chamar, as pessoas tem vergonha do seu corpo diante dele (a). Já ouvi várias histórias do tipo: “Transávamos e depois ela se cobria toda, não gostava que eu a olhasse” ou "Ele preferia que eu ficasse de olhos fechados, que não o olhasse, senão ele ficava sem jeito". Sabe o porquê que isso me irrita? Porque na hora de dar, a safada não teve vergonha, o cara fez e aconteceu com o corpo dela e ela bem que gostou, e ele também, na hora de fazer não teve vergonha, né? Daí depois não pode nem olhar? Não tem cabimento isso! Sei que vai de cada um, mas é ilógico. Não aceito e é o meu ponto de vista, que fique claro.

Sejam naturistas! É, naturistas, quer que soletre? N-A-T-U-R-I-S-T-A-S! Adeptos do naturismo, que defendem a vida ao ar livre, em outras palavras, que andam como vieram ao mundo, fora outros princípios naturistas. Tudo bem, o pensamento é extremista demais, não precisam seguir a risca essa história, mas em relação ao seu parceiro/companheiro/namorado você pode ser mais naturista, vai ser divertido.

Talvez Icaro fosse adotado.


Os anjos do mundo não mais ressucitarão perante erros humanos. Cada dia mais eles se afastam da humanidade, de modo que, em pouco tempo, desaparecerão. Não que eles realmente existam, mas há os que crêem. Anjos, seres alados. Por que quê sempre que pensamos em anjos nos vêm a figura de um belo humano ou humana com um lindo par de asas, sejam elas angelicais ou demoníacas? Enfim, deve ser a historia passada através de gerações.

Na teoria, os anjos começaram a existir por causa da bíblia. Mas notem que os anjos bíblicos têm sutis diferenças, tais como: na bíblia só existem anjos crianças, se levarmos em conta que um anjo tenha que ter asas, não aparecem para as pessoas “normais”, os anjos adultos são completamente humanos, “perdendo” suas asas. Mas a melhor diferença entre o anjo folclórico e o anjo bíblico se refere quanto aos seres de índole má. Ouvimos muitas historias bíblicas sobre demônios e afins, mas não há citações de demônios carnais na bíblia. O termo demônio se refere apenas há entidades espirituais que apossam corpos humanos, mesmo assim eles mantém as características humanas. Somente satanás, ou diabo, como preferirem, tem uma forma bestial.

Mas e quanto aos “ajudantes” do capeta mestre? Bom, a eles há a referencia de anjos. Isso mesmo, na bíblia eles são chamados de “anjos do demônio” ou “anjos do diabo”. Esses anjos do mal são retratados da mesma forma como os anjos do bem, mas há algo que sempre me incomoda: no caso de anjos do bem, só há as crianças com asas e características angelicais, mas no caso dos anjos maus, há, alem de crianças, também adultos. E não pense que eles têm asas diferentes, como as de um morcego, não mesmo, é referido a eles a mesma propriedade de asas angelicais, com plumagens brancas e não pretas.

Creio que quem lê esse Blog já saiba que sigo o Gnosticismo, sendo assim, não creio na bíblia, muito menos a escrevo com letra maiúscula. Porém, tenho a bíblia como fonte de inspiração para assuntos fantasiosos e místicos. Gostaria que todos os cristãos me perdoassem por isso, não estou tentado ofender ou mesmo difamar a bíblia, mas há de se convir que a ficção está presente em ambos os testamentos.

Outra coisa que queria deixar claro é que nunca li a bíblia. Não por vontade própria, afinal sou batizado e crismado, ou seja, passei por toda aquela chatice. Mas tudo bem, essas “aulas” que tive de ter só serviram para fortalecer o meu gnosticismo.

Deixo claro, aqui, que respeito à maioria das religiões, incluindo o cristianismo e suas derivações, porém, espero também ser compreendido. Não sou um exemplo de fiel, alias, nem fiel a religiões eu sou. Para quem ainda não sabe o que é Gnosticismo, uma dica: leia esse post de novo, não é possível que depois da segunda leitura você ainda não saiba. Ou quem sabe vá ver TV, acho que o Galvão Bueno também é gnóstio.